Quarta Feira: O tempo das cerejas

Cláudia Dias convida Igor Gandra · PT

14 Out · 21h

Campo Alegre · Auditório

70' · M14

Conversa pós espetáculo com Regina Guimarães e Cristina Grande

Sessão Legendada PT/EN

© Bruno Simão
© Bruno Simão
© Bruno Simão
© Bruno Simão
© Bruno Simão
© Bruno Simão

Direção artística Cláudia Dias

Artista Convidado Igor Gandra

Intérpretes Cláudia Dias e Igor Gandra

Cenário e Marionetas Igor Gandra e Cláudia Dias

Realização Plástica Eduardo Mendes

Oficina de Construção Igor Gandra, Cláudia Dias, Karas, Eduardo Mendes, Daniela Gomes e Nádia Soares

Desenho de Luz Nuno Borda d'Água

Acompanhamento Crítico Jorge Louraço Figueira

Assistente Artístico Karas

Direção Técnica Nuno Borda de Água

Apoio Teatro de Ferro

Residências Artísticas TMP/Teatro Campo Alegre, Teatro de Ferro, Companhia de Dança de Almada, Centro de Experimentação Artística do Vale da Amoreira. Cláudia Dias é artista associada de O Espaço do Tempo.

Coprodução Maria Matos TM, Teatro Municipal do Porto, Centro Cultural de Vila Flor.

Produção Alkantara

O Projeto Sete Anos Sete Peças tem o apoio da Câmara Municipal de Almada.

Alkantara – A.C. é uma estrutura financiada por DGartes e Governo de Portugal e Câmara Municipal de Lisboa

Este é o terceiro episódio do ciclo Sete Anos, Sete Peças iniciado por Cláudia Dias em 2016 com Segunda Feira: Atenção à direita, a que se seguiu Terça Feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar.

A peça estrutura-se na apresentação de uma linha cronológica composta tanto por factos ocorridos como por outros ainda por acontecer. Uma tarefa, um espaço, uma matéria e um desejo de transformação do mundo. São estas as ferramentas com que a coreógrafa Claúdia Dias e o marionetista Igor Gandra, o artista convidado desta edição, concretizam este encontro. Em Quarta-Feira, O tempo das cerejas, as marionetas testemunham o acontecimento da superação do paradigma do neo-liberalismo e até talvez um pouco mais.

 

 

Quarta-Feira: O tempo das cerejas estreou em Junho, no Festival Alkantara. O cenário é um enorme buraco no meio de uma data de placas de gesso laminado, como se uma bola de ferro gigante tivesse caído num chão de pladur. Ao construir o espaço cénico com o mesmo material de construção usado em milhares de casas portuguesas, para logo de seguida começar a desconstruir, Cláudia Dias e Igor Gandra fazem alusão direta a tudo o que é varrido para baixo do tapete ocidental. Apesar de os bombardeamentos aéreos por parte de forças militares europeias serem hoje em dia facilmente visionáveis na internet ou na TV, a ligação entre os nossos lares e as crateras abertas por mísseis noutro lado qualquer não é tão visível assim. Este buraco negro no meio do palco alude a essa ligação causal. Não se trata apenas de mostrar a responsabilidade das sociais-democracias europeias nos massacres que estão a ocorrer agora no resto do mundo. O olho negro no meio do chão é uma imagem de sinal negativo que nos revela o que está por fazer.
Jorge Louraço Figueira

 

 

Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. É coreógrafa, performer e professora.

Concluiu o Mestrado em Artes Cénicas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa e formou-se em dança na Academia Almadense. Continuou os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, promovido pelo Fórum Dança.

Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o coletivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real.

Criou as peças One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade De Ter Vontade e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito.

Atualmente desenvolve o projeto Sete Anos Sete Peças, um projeto de longa duração que pretende contrariar a ideia de um futuro precário ou ausente. No quadro deste projeto estreou em 2016 a peça Segunda-Feira: Atenção à Direita.

Desenvolveu o projeto pedagógico Nesta Parte Esquinada da Península com os parceiros Azala, Muelle 3, La Fundición e o Festival BAD.

Leciona, desde 2007, de forma regular, oficinas nas áreas da Composição Coreográfica e da Técnica de Composição em Tempo Real. O seu trabalho como coreógrafa, performer e professora tem sido acolhido por várias estruturas, teatros e festivais nacionais e internacionais.

 

Igor Gandra tem formação em teatro, dança, teatro de marionetas e objetos, filosofia e artes marciais. Destaca como experiências formativas marcantes: estágio Paysages Interiores no Institut International de la Marionette com Phillipe Genty em 1995 e O Espaço do Encontro pelo arquiteto Jean Phillipe Vassal no FIMP 2005.

Integrou de 1993 a 1999 a equipa permanente do Teatro de Marionetas do Porto sob a direção de João Paulo Seara Cardoso. Em 1999 fundou o Teatro de Ferro, do qual é codirector artístico e encenador residente. Dirigiu e codirigiu com Carla Veloso mais de 30 criações.

Textos publicados: Lura – Centro Cultural Vila Flor, Boa União -Teatro Viriato, Atas da Conferência Nacional de Educação Artística 2007, O Tripeiro, Comédias do Minho, 10 Anos, Le monde Diplomatique, Móin-Móin – Revista Brasileira de Estudos Sobre Teatro de Formas Animadas e no jornal francês L'Humanité.

Docente e formador em diversas instituições: Universidade de Évora, Instituto Superior de Ciências Educativas, Balleteatro Escola Profissional, Escola Superior de Educação de Lisboa, entre outras.

Desde 2009 diretor artístico do Festival Internacional de Marionetas do Porto.

Integra desde 2013 a Comissão Artística das Comédias do Minho.

Premiado pelo Clube Português de Artes e Ideias no concurso O Teatro na Década em 1997. Prémio Revelação Ribeiro da Fonte – Teatro 2004 pelo Ministério da Cultura/Instituto das Artes. Medalha de Mérito Cultural e Científico do Concelho de Vila Nova de Gaia – 2005. Troféu Aquilino Ribeiro - Revelação 2005 atribuído pelo Jornal do Centro, Viseu.

 

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