WIP – Work in progress

Manifesto Sem Treino de Voz

Catarina Casais, João Barrosa · PT

16 Out · 19h

Teatro de Ferro · Sala de Ensaios

30' · M12

Criação Catarina Casais, João Barrosa

Figurinos Catarina Casais

Cenografia João Barrosa

Coapresentação FIMP, Serviço de Emergências 2018 do Teatro de Ferro

Tudo leva a crer que a verdade em breve amanhecerá. Suprimi o ator e retirareis a um realismo grosseiro os meios de florescer em cena. (...) Não existirá mais nenhuma personagem viva para confundir no nosso espírito a arte e a realidade; nenhuma personagem viva em que as fraquezas e as comoções da carne sejam visíveis. (...) O ator desaparecerá e no seu lugar veremos uma personagem inanimada (...)
O ator e a Super-Marioneta, Edward Gordon Craig, 1907

 

Uma criação sem interpretação. Não uma substituição do ator, apenas um resultado artístico em que este naturalmente desaparece. Apoiada nas técnicas de todos os que constroem o Teatro, este espetáculo tem a intenção de romper alguns hábitos e de completar o vazio deixado pelo ator. Trata-se de um manifesto dos alicerces. Aqueles que não recebem palmas, que vivem do antes e do depois, aqueles que não são os "artistas". Aqueles que escondem ou aprimoram o trabalho de representação, que maquilham para que as imperfeições fiquem à sombra do potencial. Aqueles que servem, porque são servos realmente do espetáculo. A voz dos prescindíveis, até ao momento em que todos perceberem que não o são. Este trabalho é dedicado a todos os trabalhadores de Cenografia, Figurinos, Luz, Som, Produção e Direção de Cena. Aos construtores de impérios (alheios).

Catarina Casais e João Barrosa

 

 

Catarina de Sousa Casais (Porto, 1997)
Inicia o seu percurso artístico na Escola Artística Soares dos Reis, especializando-se em Serigrafia e Gravura em 2015. Ingressa no mesmo ano na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, licenciando-se em Teatro no ramo de Figurinos. Tem desenvolvido trabalho dentro das artes plásticas desde 2015, desenvolvendo sempre um trabalho relacionado com a área têxtil e técnicas de impressão. Entre 2015 e 2018 teve a oportunidade de fazer figurinos para espetáculos, trabalhando com os encenadores como a companhia Radar 360º, Paulo Calatré, António Durães e Nuno Cardoso. Em 2017 estreia uma produção independente, "Mulheres Más" a partir da obra Sétimo Céu de Carryll Churchill. Participou no ano de 2016 e no ano de 2018 no Festival Set. Em 2016 apresenta uma intervenção plástica relacionado com os artistas Jarry, Craige Appia e em 2018 concorre com uma instalação a partir do artista Dan Graham. Além disso tem desenvolvido nos últimos anos figurinos independentes a partir de movimentos artísticos doinício do século XX, explorando sobretudo o corpo da mulher nas suas obras de vestuário. Atualmente trabalha num projeto de dança para apresentação na XX Bienal Internacional de Cerveira.

 

Paulo João Barrosa (Porto, 1990)
Com 10 anos de estudos superiores dedicados à Arte, 6 deles foram inteiramente devotados à Cenografia – 3 anos na ACE e 3 na ESMAE. Nesses últimos trabalhou diretamente com o cenógrafo Cristóvão Neto, Elisabete Leão e Marta Silva; com os encenadores e coreógrafos António Capelo, Joana Providência, António Júlio, Nuno Cardoso, Nuno Preto, João Paulo Costa, António Durães e Paulo Calatré. Esteve envolvido em alguns projetos artísticos com a coordenação de Paula Preto e Célia Capelo e participou 2 vezes no Festival Set. Com a coordenação de Ricardo Preto, projetou decor para o filme Na Jaula de Valter Hugo Mãe. Fez assistência de direção artística para o filme A lenda do galo em colaboração com a ESMAD.

 

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