Fogo Lento

Costanza Givone · PT

Estreia Absoluta
Bolsa de Criação Isabel Alves Costa

19 Out · 19h

20 Out · 21h

Campo Alegre · Café Teatro

60' · M12

© João Vladimiro
© João Vladimiro

Direção artística Costanza Givone

Dramaturgia e pesquisa Raquel S.

Cocriação e interpretação Costanza Givone e Ricardo Vaz Trindade

Desenho de luz e direção técnica Francisco Campos

Carpintaria Armindo Sá

Produção executiva Susana Paixão

Vídeo e fotografia João Vladimiro

Coprodução FIMP, Comédias do Minho, Teatro Municipal do Porto

Agradecimentos José e Dorinda Pinheiro, Ivone e Joep Ingen Housz (Quinta das Águias), Ana Maria (restaurante O Encontro) e Agostinho Correia (Grão-mestre da Confraria da Foda), Cândido e Lucinda Malheiro, Olívia e António Gonçalves, Fernanda e José Esteves (Associação de Verdoejo), André Fernandes, Nuno Lucena e turma de 12o ano do curso de Realização Plástica do Espectáculo da Escola Secundária Artística Soares dos Reis, Circolando, João Vladimiro, Maria José Passos da Costa, Maria de Lourdes Brandão Rodrigues dos Santos, MissOpo, Paula Lopes.

Projeto vencedor da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa

Foi da vontade de investigar as camadas de história que os nossos hábitos culinários quotidianos transportam que este projeto nasceu. Há um jantar para ser cozinhado, há uma mulher italiana e um homem português, há uma mesa e há conceitos como identidade ou tradição que precisam de ser descascados e cozinhados em lume brando para se apurar o seu sentido.

Foram estes os ingredientes que Costanza Givone e a sua equipa reuniram para vencer a terceira edição da Bolsa de Criação Isabel Alves Costa, uma iniciativa conjunta das Comédias do Minho, do FIMP e do Teatro Municipal do Porto.

 

Um homem e uma mulher à mesa, ela italiana, ele português. Um jantar para cozinhar: tensão.

Este trabalho nasce da vontade de investigar as camadas de história e significado que os nossos hábitos quotidianos carregam. Investigamos os conceitos de "tradição" e "identidade cultural" a partir de algo que faz parte do nosso quotidiano, que nos une e nos orgulha: a culinária. A tradição é cozinhada a fogo lento, ano após ano os pratos tornam-se parte da história e da cultura duma população. Interessa-me trabalhar assim, desvendar lentamente as camadas que os nossos hábitos culinários quotidianos escondem. Vamos viajar do particular ao universal: dum conflito em família ao redor da confeção dum jantar, até os significados e as memórias mais antigas que este conflito contém.

 

Costanza Givone fez os seus estudos de dança contemporânea no CPDC (centro de aperfeiçoamento dança contemporânea de Florença), no CEM (centro em movimento de Lisboa) e de teatro, no Teatro del Giglio (Lucca), atualmente está a frequentar a pós-graduação em dança contemporânea da ESMAE (Porto). No seu percurso artístico destaca os mestres N.Karpov, Virgilio Sieni, Simona Bucci, Sofia Neuparth, Peter Michael Dietz, Vera Mantero, Alexej Merkushev da companhia Derevo, Gey Pin Ang, Gabriella Bartolomei (voz) e os coreógrafos e encenadores Madalena Victorino, Aldara Bizarro, João Garcia Miguel, André Braga e Claudia Figueiredo com as quais trabalhou como intérprete. Em 2006 foi cofundadora da companhia Zaches Teatro para aprofundar o estudo da relação do corpo com o objeto, a máscara, a marioneta. Desde 2012 ao lado do trabalho de intérprete desenvolve projetos pessoais em colaboração com artistas de diferentes áreas: Salomè ha Perso il Lume (finalista do Prémio Scenario, estreia no FIMFA), Santas de Roca (produção Artemrede 2013), Tempo Rói (estreia TAGV, Coimbra, 2015), Viagem ao País da Levitação (estreia e coprodução Teatro Maria Matos, 2014). Nos últimos dois anos, graças aos projetos espírito do lugar 1.0, 2.0, 3.0 e derivas, com a direção artística da companhia Circolando, desenvolveu trabalhos site-specific no Porto e Coimbra. Desde 2009 desenvolve projetos com envolvimento da comunidade como performer/cocriadora com Madalena Vitorino (Vale) e Aldara Bizarro (a casa, o baile), e como coreografa (Santas de Roca).

 

Ricardo Vaz Trindade (Coimbra, 1978) é licenciado em Arquitetura e encontra-se a finalizar o Mestrado em Estudos de Teatro pela FLUL. Começou a sua carreira teatral em 1996 no CITAC, onde permaneceu em atividade até 2001, ano em que começou a fazer teatro profissionalmente.

Como ator, assinala as seguintes produções: "Museu da Existência" e "Mina" (Amarelo Silvestre/ Enc. Rafaela Santos), "Ivan, ou a dúvida" (Teatro Viriato/ Enc. Sónia Barbosa); "Teatro das Compras" (Dir. Giacomo Scalisi); "Coriolano" (Ao Cabo Teatro/ Enc. Nuno Cardoso); "Arraial" (Circolando/ Dir. André Braga e Madalena Victorino); "Sangue" e "Titus: Laboratório de Sangue" (Casa Conveniente/ Teatro Maria Matos/ Enc. David Pereira Bastos).

Encenou as peças "Deus – uma peça", de Woody Allen; "Escorbuto" e "Talk Show" (ambas com texto da sua autoria) no TEUC. Criou a companhia Teatro Toitoi, com Marta Félix, onde destaca as produções "360 Azorean Torpor"; "Rhesus"; "Ainda Hoje era Ontem" (primeiro texto para teatro do escritor galardoado com o prémio Leya 2012, Nuno Camarneiro) e "Na Ponta da língua" (cocriação com a coreógrafa Márcia Lança).

Em 2015/ 16 foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação GDA para um estágio com a companhia The Team, em Nova Iorque, onde acompanhou de perto os métodos de devising na criação do espetáculo "Primer for a failed superpower".

Foi um dos autores escolhidos para a 1ª edição do Laboratório de Escrita para Teatro do TNDMII, com orientação de Rui Pina Coelho, onde escreveu o texto "Terás a promessa de voltar ao lugar de partida", que estreou, com encenação sua, no Festival TeatroAgosto 2017 e se encontra em digressão, tendo já passado pela mala voadora.porto.

Coescreveu e encenou a peça "Eu Salazar", com produção d' O Teatrão, (apoio pontual da DgArtes).

 

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