WIP – Work in Progress

Cavalo na Caixa

Coletivo INDRI + Teatro do Frio

27 Out · 19h

Sala de Ensaios Teatro de Ferro

Criação e dramaturgia Henrique Apolinário, Mariya Nesvyetaylo, Rodrigo Malvar

Interpretação Henrique Apolinário, Mariya Nesvyetaylo

Apoio à dramaturgia Catarina Lacerda

Composição musical e sonoplastia Rodrigo Malvar

Direção plástica Mariya Nesvyetaylo

Desenho de luz João Abreu

Produção Executiva Inês Gregório

Produção TdFrio em coprodução artística com INDRI

Coapresentação Fimp, Serviço de Emergências 2017 do Teatro de Ferro

Projeto apoiado no âmbito do Programa de Apoio à Criação Artística do Porto CRIATÓRIO

Cavalo na caixa é um espectáculo transdisciplinar, com dramaturgia original inspirada nas obras "O Fantasma de uma Oportunidade" de William Burroughs e "O Erotismo" de Battaille. Explora os caminhos entre o banal e o surreal, o humano e o sobrenatural, recorrendo a dialogias entre artes plásticas, dança e teatro. O som, o corpo e a luz são seres animados, numa dança em que um espelho, morte e uma história não têm significação linear. Cavalo na caixa é uma criação INDRI, colectivo formado por Henrique Apolinário e Mariya Nesvyetaylo, em co-produção artística com o Teatro do Frio.

 

Fundamentação do projecto

Usamos a obra "O Fantasma de uma Oportunidade" de William Burroughs para nos oferecer situações, palavras, ambientes sonoros, que impulsionem experiências físicas, plásticas e sonoras. Esta obra não se destina a fornecer uma narrativa que vamos transpor para cena, mas sim sugerir múltiplos temas (mutação, magia, animalidade) e uma lógica específica de composição, dado o seu carácter experimental e uso da técnica de corte/colagem. Como base conceptual e investigativa, usaremos a obra de Battaille "O Erotismo". A maneira como os humanos se relacionam e se organizam socialmente e ontologicamente, face ao seu comportamento erótico, será um caminho para descobrir possíveis dinâmicas cénicas. Interessa-nos criar ambientes surreais, onde a cor, o som e a energia dos corpos se pronunciam intensamente, originando personagens antropomórficas de ímpetos ora ferozes ora ritualizados. Procuramos situações surreais para encontrar metáforas exactas. Investir no sensível, corpos, luzes e sons activos, cheiros e interpelações.

 

Processos

Seguindo uma lógica dramatúrgica de montagem e de colagem, presente no trabalho de Burroughs, procuramos e exercitamos situações e imagens. Move a pesquisa, a energia da animalidade, do monstro, do erotismo, do paranormal, e as potencialidades absurdas dos objectos e acções banais. Advirá desta co-criação explorações paralelas, recíprocas e cruzadas, que apontam a inter e transdisciplinaridade entre teatro e artes plásticas: a plasticidade do espaço e do corpo; a teatralidade do espaço, do corpo e do som; a dramaturgia como lugar inter e transdisciplinar que define a acção cénica onde as partes se intersectam, dialogam e significam. O trabalho em vários núcleos de residência permitirá não só focalizar pressupostos de experimentação para cada uma das fases como também, criar entre momentos de experimentação, espaço para maturação de ideias, assimilação e aprofundamento de práticas assim como reescrita dramatúrgica. Pretendemos investir na criação de seres animados/figurino, mesclando técnicas e materiais, inspirados em várias culturas e artistas, que vão desde celebrações pagãs aos espectáculos de Victória Chaplin. Visando a transgressão do movimento e forma corporal habitual do ser humano, recorreremos ao uso expressivo das técnicas de laban, grotowski e butoh. Investigaremos as condições luminosas e sonoras que proporcionem um universo imersivo, uma experiência colectiva distante da linguagem, do gesto e da lógica quotidiana. Acederemos cenicamente ao espaço em que a imaginação se liberta ou expõe as suas condicionantes: o sono sonhador. Insistindo particularmente nos instrumentos corpo, figurino, objecto, som/voz e luz como entidades em si, com o objectivo de reequilibrar a face e palavra humanas com os seus outros imensos e expressivos meios.

 

INDRI

O colectivo INDRI, formado por Henrique Apolinário e Mariya Nesvyetaylo, dedica-se à criação de performance e música experimental a partir de pesquisa e improvisação. Dedicam-se à criação de espectáculos performativos e musicais, dos quais se podem destacar LEITO DELEITE (2016), "79 reasons why I need more dick pics" e "Animal Belo" (2017) e vários concertos em eventos organizados pelos colectivos FENDA, Favela Discos, ARARA e Rosa Imunda.

 

TEATRO DO FRIO

O Teatro do Frio - Pesquisa Teatral do Norte, CRL (TdFrio), é um colectivo de pesquisa, criação e produção teatral oficialmente constituído em 2005. Concebeu e produziu 24 criações, em cooperação com diferentes parceiros de âmbito local, nacional e internacional duas das quais, RETALHOS (2008) e CRUZADAS (2011), com o apoio pontual da DGArtes/MC. Em 2013 teve apoio anual da DGArtes/MC e em 2015 apoio anual, renovado para o ano de 2017. Conta com a parceria regular de instituições como Teatro Nacional S. João, Centro Cultural Vila Flor, Universidades de Porto e Aveiro, Instituto Politécnico do Porto e ESMAE e colectivos artísticos Sonoscopia e Company of wolves. A direção artística do TdFrio é partilhada, fruto da discussão e reflexão ativa dos fundadores e membros - corresponsáveis pelo delinear das linhas orientadoras plurianuais, dela refletindo-se o desenho e execução do plano anual de atividades. São elas,

a) prática reflexiva sobre o lugar da pesquisa na criação teatral contemporânea portuguesa, arriscando interseções com dança, música, "sound art" e realidade aumentada, e explorando cumplicidades com criadores e investigadores locais e internacionais;

b) articulação da atividade artística com o tecido sócio-cultural, local e regional, apostando na dinamização regular de atividades pedagógicas;

c) desenvolvimento de parcerias estratégicas nas áreas da comunicação e da publicação que ampliam, no tempo e espaço, o espectro e lastro das iniciativas artísticas e pedagógicas. As atividades de produção, formação, acolhimento e edição acontecem em estrita relação com o âmago da nossa missão: a pesquisa teatral como processo de criação artística e veículo de (re)definição estética.

 

Henrique Apolinário

Curso de Interpretação na ESMAE. Curso de ensino secundário em Música-Violino Membro do colectivo INDRI e FENDA. É actor, escritor e músico, tendo uma actividade regular como criador e intérprete desde 2010 nestas diversas áreas. Para além da sua actividade como criador, iniciou em 2016 a realização de oficinas destinadas a crianças, explorando dialogias entre o teatro e a música. Estreou recentemente o espectáculo Animal Belo, uma produção da sua autoria e interpretação com produção do colectivo INDRI Em 2016 criou e interpretou o espectáculo LEITE DELEITE no colectivo INDRI, que explora a relação do movimento com a voz, a construção cenográfica e de objectos animados, e a música ao vivo. No colectivo FENDA organizou vários eventos transdisciplinares abertos ao público nos quais estiveram presentes obras, performances e concertos do próprio, a par da Favela Discos, oficina ARARA, Nuno Marques Pinto e Mariya Nesvyetaylo. Nestes eventos destaca-se a sua presença com músico do grupo INDRI e performer em TASER PITRS. Com a Favela Discos, participou em vários concertos, destacando-se o HHY & FAVELA dirigido por Jonathan Saldanha do colectivo SOOPA. Concebeu em processo devising o espectáculo VAZIAR, em colaboração com Marisa Bimbo e Nuno Granja, estreado no Festival SET. Participou como performer na residência artística "Technical Unconscious" da FBAUP no filme "Dignos Consócios" de Iztok Kovac. Na ESMAE recebeu formação de Catarina Lacerda, Rodrigo Malvar, e trabalhou em produção com Patrick Murys e a companhia 'Voadora' de S. Tiago de Compostela. Neste momento colabora em vários projectos com a companhia Teatro do Frio, INDRI e com a Orquestra de Jazz de Matosinhos no projecto Grande Pesca Sonora.

 

RODRIGO MALVAR

Curso de Interpretação na ESMAE. Mestre em Criação Artística Contemporânea na UA. Co-fundador do TdFrio, Mad4ideas e ar_search. Recentemente dirigiu os espectáculos PLACA, OCO, KA, THE HYPNOS CLUB vencedor do prémio inovação no Fatal; e co-dirigiu VOYAGER #1. A convite do festival SURGE/Escócia, integra o INTERNATIONAL EMERGING ARTISTS RESIDENCE, onde cria e interpreta o espectáculo SKINLESS. Desenvolve uma investigação pessoal, articulando o trabalho físico e vocal desenvolvido com Ewan Downie na Company of Wolves, com os espectáculos INVISIBLE EMPIRE e SEVEN HUNGERS. Assinou sonoplastias para companhias de teatro e dança como: Teatro do Frio, Company Nux, Erva Daninha, Radar 360o, Balleteatro e concebeu os drama sonoros IGNORÂNCIAS, CONCERTO PARA ESTRELAS aka SPACE SOUND SHELTER e COMPOSIÇÃO PARA 128 FOGOS uma criação com Marta Bernardes e Jorge Queijo, inserido no Programa de Artes Performativas de Serralves em: O PROCESSO SAAL: ARQUITETURA E PARTICIPAÇÃO Concebe a instalação sonora FUGA GEOGRÁFICA onde recebe uma menção honrosa no concurso Jovens Criadores de Aveiro na categoria de Artes Digitais. Expõe esta instalação em Portugal, Espanha, Itália e Roménia. Expôs a peça de arte sonora PROSSIGO no Festival de Som e Arquitetura Rural e a peça LAMENTO no Divina Sonus Ruris: Festival de Som e Religião. A convite do Serviço Educativo do Museu do Douro desenvolve duas instalações sonoras iterativas, CROSS e APEADEIROS. Com a Sonoscopia – Plataforma de música experimental e artes performativas - desenvolve o espectáculo NODOS E VENDRES e a Instalação INSONO para o Festival Big Bang.

 

Mariya Nesvyetaylo Licenciada em pintura pela FBAUP, recebeu formação de teatro no teatro "AQUILO" na Guarda e em música pelo conservatório de Música S. José em piano Tem uma actividade regular como pintora, música, criadora de fanzines e artista de rua. É fundadora do colectivo FENDA e performer no grupo INDRI, tendo partilhado nos eventos da FENDA os seus trabalhos nas áreas de pintura, música e performance. Co-Criadora do espectáculo LEITE DELEITE, no qual foi responsável pela direcção plástica e performer. Participou no filme Sancta Víscera Tua, de Jonathan Saldanha. Expôs em várias exposições colectivas organizadas pela FENDA, por colectivos independentes do Porto, e por outras instituições, eventos como "FENDA no MIRA", "FRIGATRISCAIDECAFOBIA", "O Êxtase da Sanda Vadia", "Portal", "ARENA 2.1" e "EXTRA VAZA MENTE". Em colaboração com Mauro Ventura criou a performance "POETRY.HOW DOES IT FEEL" estreada no Instituto Politécnico de Viana de Castelo.Criou e interpretou a performance "Miradouro", na Casa das Conchas em Salamanca.

 

Catarina Lacerda

Licenciada em Estudos Teatrais, distinguida com o prémio Eng.o António de Almeida, na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE) em 2004. Co-fundou o Teatro do Frio (2005) e CulturDANÇA (2009), projectos onde desenvolve também funções de co-direcção artística. A convite da TEIA/TNDMII dirigiu a leitura encenada Incesto, do Ciclo Poesia e Contos do Projecto TEIA/TNDM II (2009). Concebeu e dirigiu artisticamente os espectáculos 5 solos portáteis (2008), Retalhos (2009), Comer a Língua (2013) e Sal (2015), criações do Teatro do Frio. Assinou as dramaturgias originais de Retalhos, a partir da recolha de histórias de vida feitas pelo país entre Maio e Dezembro de 2008; Concerto para estrelas, colocando em diálogo escala humana e estelar e Sal, dramaturgia corpórea desenhada a partir da obra de Mário Sá- Carneiro. É docente de Movimento na ESMAE desde 2006. Em 2015 integrou, a convite do Teatro Nacional S. João (TNSJ), o projecto da Gulbenkian 10x10 como artista tutora. Dessa experiência escreveu "Entre a epopeia e o vórtice", texto que integra o livro "10x10 - Ensaios entre Arte e Educação" edições Gulbenkian, 2017. Enquanto actriz destaca o trabalho com os encenadores João Pedro Vaz, Lee Beagley, Luís Miguel Cintra, Beatriz Batarda, Rosário Costa, Rodrigo Malvar, Nuno Cardoso, Igor Gandra, Gonçalo Amorim; e com os realizadores Tiago Guedes, Frederico Serra, António Ferreira e Carlos Amaral.

 

João Abreu

Licenciado em Produção e Design – Luz e Som, pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo É Técnico Multidisciplinar (Som, Luz e Vídeo) no Auditório Municipal de V. N. Gaia. É desde 2015 responsável técnico da companhia Circolando, Crl, e foi recentemente co-responsável pelo desenho de luz do espectáculo "Climas". Passou por vários espaços e colectivos como técnico e criador, como o Teatro Helena Sá e Costa, Marionetas de Mandrágora, Riot Films e Maus Hábitos.

Teatro de Ferro

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