Bela Adormecida

Teatro de Ferro

20 Out · 19h

TMP Rivoli – Auditório Isabel Alves Costa

50' · M6

Legendado EN

© Susana Neves
© Susana Neves
© Susana Neves

Encenação, cenografia, sonoplastia e texto Igor Gandra

Interpretação Carla Veloso, Diogo Martins, Dóris Marcos, Igor Gandra

Marionetas e adereços Eduardo Mendes

Desenho de luz Mariana Figueroa, TdF

Fotografia de cena Susana Neves

Filme – Direção: Igor Gandra; Edição e Montagem: Carlota Gandra; Marionetas e Adereços: Hernâni Miranda, Igor Gandra; Intérpretes: Álvaro Pinto, Cândida Alves, Carla Veloso, Carlota Gandra, Hernâni Miranda, Maria Antónia Bacelar, Maria Rouco, Mariana Ferreira, Mário Gandra, Matilde Gandra

Oficina de construção Hernâni Miranda (filme), Eduardo Mendes (coordenação geral), Américo Castanheira, Luísa Natário, Marta Figueroa, Débora Castro (estagiária EPC)

Confeção de figurinos Ana Ferreira

Produção executiva Teatro de Ferro

Agradecimentos Maria dos Prazeres Rovisco, Teatro Nacional São João

Estrutura financiada por República Portuguesa – Ministério da Cultura / DGArtes

www.teatrodeferro.com

A nossa Bela Adormecida! Para os mais pequenos e os menos pequenos.

Bela adormeceu. Diz-se que se picou num parafuso, ou uma coisa assim. Seja como for, ela adormeceu mesmo e continuou a dormir durante muitos anos.  Parecia-nos estranho que ninguém cuidasse dela ao longo desse tempo todo. Então arranjámos não uma, não duas, mas, pelo menos três pessoas para tomar conta dela enquanto dormia. Ela, enquanto dormia, sonhava. Eles procuravam garantir que estava tudo bem e que a nossa Bela sonhava e que crescia enquanto sonhava. Bela dormiu tanto tempo que adquiriu uma prática incrível na arte de sonhar e por vezes os seu sonhos eram tão intensos e tão estranhos, que se misturavam, quer com os sonhos dos que cuidavam dela, quer com a sua realidade, nessa altura era ela que tinha de olhar por eles.

Um dia ela, se calhar, acordou e as pessoas, se calhar, começaram a dedicar-se a coisas diferentes, mas ficaram para sempre camaradas de Bela.

 

 

O  Teatro de Ferro surgiu  em 1999. Criado inicialmente como um rótulo para as criações de Igor Gandra e Carla Veloso, o projeto foi evoluindo gradualmente para a condição de estrutura profissional de criação. A escolha deste nome – Teatro de Ferro – pressupõe uma noção de matéria primordial, resistente e ao mesmo tempo mutável,: este processo de transformação continua a inspirar-nos. O trabalho da Companhia tem sido desenvolvido no campo do teatro de e com marionetas e objetos. Concebemos a nossa prática numa lógica de investigação em que a marioneta tem assumido um valor matricial, nas suas hibridações possíveis, tentadas e tentadoras. As relações, do corpo-intérprete com o objecto manipulado e a implicação de cada espectador na construção desta relação, são linhas de reflexão transversais à prática artística do TdF. Os espetáculos realizados devem ser inscritos nas formas teatrais e dramatúrgicas que colocam a palavra num plano de igualdade em relação a outras linguagens. A promoção da dramaturgia contemporânea portuguesa é um traço caracterizador do nosso projeto artístico, pelo que a companhia tem trabalhado principalmente com textos originais de autores portugueses. O TdF tem vindo a alcançar públicos heterogéneos. As parcerias improváveis, a procura de contextos alternativos aos circuitos das artes do espetáculo, a intensa atividade itinerante, a criação destinada aos mais jovens e os projetos de ação cultural são os nossos gestos mais claros, assim afirmamos este desejo plural de partilha.

 

Teatro Rivoli

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